quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dicas de Estudo

1. Mantenha seu caderno completo e atualizado. Se você faltar, pegue a matéria com algum colega.
Lembre-se de que você é responsável por seus estudos, não é obrigação do seu colega avisar sobre exercícios e trabalhos, mas é sua responsabilidade se inteirar de tudo o que houver acontecido em sala.
2. Reserve todos os dias um tempo para fazer o dever de casa e estudar. Isto serve para que você exercite e apreenda os conhecimentos estudados na escola e identifique suas dificuldades e o modo como melhor aprende. Anote suas dúvidas e avise o professor se o método dele não estiver funcionando com você.
3. Não deixe a matéria acumular. Quanto mais tempo deixar de estudar ou fazer suas tarefas, mais assuntos terá para estudar e exercícios para resolver.
4. Durma oito horas diárias sempre, ou pelo menos quando for estudar no dia seguinte. Você está em fase de desenvolvimento e é durante o sono que o sono produz a maior parte dos hormônios que influenciam o seu crescimento. É também durante o sono, na fase mais profunda dele, que na maioria das vezes acontece um pouco antes de você acordar, que o cérebro produz as substâncias químicas que tornam permanentes as conexões nervosas que se estabeleceram com seus pensamentos e aprendizados durante o dia. Alguns adolescentes precisam dormir nove horas diariamente.
5. Tenha uma alimentação variada e saudável
6. Faça exercícios físicos regularmente. Eles aumentam o tônus muscular, melhoram a frequência cardíaca e ajudam na oxigenação do cérebro. Além de, é claro, manter a silhueta esbelta... Caminhada é uma boa, mas jogos coletivos são bem mais divertidos. Tente o futebol, basquete, queimada...
7. As pessoas são diferentes até na hora de aprender. Dá uma olhadinha nestas estratégias e tente descobrir qual a mais adequada para você:
a) Leitura, marcando as partes mais importantes do texto com cores que despertem a atenção e fazendo comentários ao lado do texto,
b) produção de questionários, resumos ou esquemas próprios,
c) Estudo em grupo, discutindo os assuntos com os colegas,
d) Muita gente gosta de estudar ouvindo música. A música clássica é a mais complexa, portanto é a que mais faz o cérebro trabalhar, mas outros estilos também são recomendados. Funk é o ritmo mais simples, portanto o que menos faz o cérebro trabalhar. Entretanto cabe a você escolher o ritmo que preferir, sem é claro, incomodar os outros.
e) Acredite se quiser, tem gente que gosta de “dar aulas” para o cachorro, para o espelho, para pôsteres ou para um brinquedo velho que ninguém sabe que a pessoa ainda guarda e brinca com ele... Isso é porque essas pessoas aprendem melhor quando estão tentando explicar ou ensinar para alguém.
f) Essa é muito utilizada por estudantes japoneses: estude lendo em voz alta, gravando tudo o que disser, até as piadinhas e comentários que fizer enquanto estuda; na hora de dormir é só deixar tocando enquanto você dorme.
Se nada disso funcionar... Procure ajuda! Peça aos professores, à coordenadora pedagógica, aos seus pais... Uma hora você vai encontrar algo que funcione para você, é só não desistir!

Tudo o que eu deveria saber, aprendi no Jardim de Infância

Tudo que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser, aprendi no Jardim de Infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. Vejam o que aprendi:
  • Dividir tudo com os companheiros.
  • Jogar conforme as regras do jogo.
  • Não bater em ninguém.
  • Guardar os brinquedos onde os encontrava.
  • Arrumar a bagunça que eu mesmo fazia.
  • Não tocar no que não era meu.
  • Pedir desculpas se machucasse alguém.
  • Lavar as mãos antes de comer.
  • Apertar a descarga da privada.
  • Leite quente com biscoito faz bem à saúde.
  • Fazer de tudo um pouco: estudar, pensar e desenhar, pintar cantar e dançar, brincar e trabalhar; de tudo um pouco todos os dias.
  • Tirar uma soneca todas as tardes.
  • Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre “de olho” na professora.
  • Pense na sementinha de feijão, plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima – ninguém sabe como ou porquê, mas a verdade é que nós também somos assim.
  • Peixes dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente do copinho de plástico – tudo isso morre. Nós também.
  • E lembre-se ainda dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: “olhe”!
Tudo o que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável.
Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados de adulto; depois aplique-o à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo do seu país, ao seu mundo, e verá a verdade que ele contém clara e firme. Pense em quanto o mundo seria melhor se todos nós – o mundo inteiro – fizéssemos um lanche de biscoitos com leite às três da tarde e depois nos deitássemos, sem a menor preocupação, cada um em seu colchãozinho, para uma soneca. Ou se todos os governos adotassem como política básica a idéia de recolocar as coisas nos lugares que estavam quando foram retiradas; arrumar a “bagunça” que tivessem feito.
E é verdade, não importa quantos anos você tenha, ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas e fique sempre “de olho” no companheiro.
Texto de Robert Fulghum

Idade Média Parte I — Caracterização do termo













Costuma-se chamar de Idade Média o período entre os séculos V d.C. e XV d.C., para ser mais exata, trata-se do período que vai do ano de 476, quando o Império Romano do Ocidente (com capital na cidade de Roma) acabou, e o ano de 1453, quando o Império Romano do Oriente, também chamado de Império Bizantino (com capital na cidade de Constantinopla) caiu sob o domínio dos turcos otomanos.

Muitas pessoas acreditam que a Idade Média foi uma “Idade das Trevas”, ou uma “Noite de Mil Anos”, uma época de obscuridade das artes e da mentalidade. Na verdade isso é um tremendo preconceito e que nem é nosso... É sério! Essa visão se criou durante o Renascimento porque os intelectuais daquela época diziam que durante a Idade Média a sociedade teria regredido em vários aspectos da vida em sociedade, isto é, teria vivido em “trevas”. 

Na verdade, as culturas são apenas diferentes entre si, e o conhecimento de cada época é que possibilita que as gerações posteriores possam dar novos desenvolvimentos e direções à cultura que vão desenvolvendo. E a Idade Média foi uma época de muitas inovações no campo da arquitetura, das artes, e até mesmo na tecnologia, como vamos descobrir a medida que a estudamos.














Uma outra coisa que eu gostaria de deixar claro aqui é sobre as periodizações em História. Para alguns historiadores, a Idade Média não teria começado em 476 d.C. quando Rômulo Augusto, o último imperador romano do Ocidente, foi derrotado pelo general germânico Odoacro, mas 2 ou 3 séculos mais tarde, quando a cultura medieval já estava estabelecida. Esse período de  ou 3 séculos é considerado uma espécie de Antiguidade Tardia, durante a qual a cultura dos antigos romanos foi se misturando às culturas dos antigos povos germânicos até que resultou no Feudalismo, que trataremos mais adiante. 

Outros não questionam o seu início, e sim o seu final. Aqui no Brasil costuma-se seguir a tradição historiográfica francesa, que considera 4 períodos históricos: Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Entretanto, existem outras formas de se dividir a história e para muitos historiadores a Idade Moderna não existiu, o que significa que para eles a Idade Média se estendeu até 1789. Esse é o ano em “explodiu” a Revolução Francesa.

Neste momento você deve estar meio confuso e esperando que eu desfaça essa confusão, que lhe dê uma luz no fim do túnel...  Vai ficar querendo! Brincadeirinha, não se irrite...

Não se importe com o fato de entender ou não, pois você não é o único. Tanto que existe a tal da Historiografia que é o estudo da história do estudo da história. Não, eu não repeti a frase. Tem historiador que estuda a maneira como a história já foi estudada e interpretada. Esse é o sujeito suspeito de criar essa confusão na cabeça da gente. Digo a gente porque ainda não tenho certeza se entendi ou se enlouqueci, sei lá... Afinal de contas, qual é a diferença?

Até mais...

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